A Tradição esotérica nos legou um conhecimento profundo sobre a espiritualidade, e em específico sobre a alma humana. Mas, infelizmente, esse conhecimento não chegou até nós em toda a sua integridade. Parte dessa sabedoria se perdeu durante a sua transmissão, em virtude de perseguições e inúmeros obstáculos causados por uma humanidade em permanente conflito. Alguns pesquisadores esotéricos afirmam que na antiga e submersa Atlãntida, sua ciência, em certos aspectos, e em específico sobre essa área, alcançou e superou estágios como esse em que agora estamos iniciando. Verdade ou mito, o fato é que essa ciência, devido a falta de condições, inclusive instrumentais, foi deixada para traz, devendo os sábios de então repassar apenas o conhecimento necessário para perpetuar a luz ,conforme a receptividade humana naquela época. Como reação a tantos séculos de repressão da ciência, em virtude da adoção de um modelo espiritual rigidamente cristalizado, arcaico e repressívo, essa ciência de hoje, se desvinculou de toda concepção religiosa e anímica e trilha seu caminho de forma independente. O que é uma pena, pois nesse continente submerso, acima mencionado, o conhecimento esotérico(espiritual) e científico eram as duas faces de uma mesma moeda. A sabedoria era cultivada em sua integridade. Justamente essa falta de unidade, faz com que ao redescobrirmos antigas questões, essas sejam objetos de conflito entre a ciência independente e várias concepções religiosas divergentes e imaturas. Mas, talvez, essa tentativa de conciliar ciência e religião sobre essas questões, seja algo positivo, pois a polêmica criada leva “um” a ouvir o “outro” e refletir e meditar sobre esses temas, envolvendo e levando um número cada vez maior de pessoas a participar desses assuntos. Voltando a sua questão, podemos tecer os seguintes comentários, lembrando que nossa opinião também é condicionada por nosso atual nível de conhecimento: Em primeiro lugar, concordamos com você. A Alma humana só ira “habitar” um corpo humano quando esse estiver em condições de recebe-la. Mesmo que laços sutis comecem a ser forjados durante o desenvolvimento do feto, somente por ocasião do nascimento, quando o bebe inalar pela primeira vez, é que a alma se encarnará, expressando a famosa lei bíblica: “ O Senhor Deus insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou uma alma vivente”. Com relação a saber se o embrião possui alma, podemos dizer que sim, mas a questão é diferenciar o “tipo” de alma. Segundo a tradição esotérica, todo o universo está imerso na Alma Divina, que insuflou todas as formas animadas e inanimadas com a sua essência, induzindo-as a evoluir para níveis cada vez maiores de percepção. Por isso se diz que: “A consciência dorme no mineral, acorda no vegetal, se emociona no animal e se realiza no homem ” Dessa forma tudo tem alma e consciência, mas condicionada a sua capacidade de expressa-la Acredita-se que as formas de vida primitiva são animadas por uma “alma coletiva” da espécie e que, em certos momentos, alguns seres se “destacam” desta coletividade e passam a ter encarnações individuais, como nós seres humanos. Mas ao habitarmos um corpo, segundo certas organizações, ele já possui uma alma primitiva, veiculando uma forma de consciência vital destinada a manter suas funções básicas, dando “suporte” a nossa alma individual. Isso explicaria porque, certas células de nosso corpo, podem ser cultivadas a parte e conservar sua vitalidade e funções. É como se nosso corpo fosse uma fábrica. São contratados operários (células vivas e conscientes de suas funções individuais). Quando tudo está pronto, chega o diretor(alma encarnante ) para comandar essa fábrica. Quando alguns operários são “retirados” da mesma, conservam sua vida individual, longe do diretor. Ao serem afastados, não são mais dirigidos pela alma humana sob a qual estavam subordinados, mas ainda assim conservam sua vida. E tudo que é vivo tem consciência e sensibilidade, mesmo que a graus extremamente ínfimos. Assim, essa questão toma outros rumos mais complexos. Mesmo que almas humanas não estejam vinculadas a embriões ( e acreditamos que, nessas circunstancias, não estão), questiona-se o direito moral de manipular essa “forma” de vida nessa fase inicial. Extrapolamos os limites deste site, apenas para mostrar que sobre essa questão dos embriões ainda existem opiniões favoráveis, contrárias e neutras, assentadas em outras bases, além das religiosas, do que deduzimos que deve haver um aprofundamento dessa questão até que surja um discernimento mais claro. Mas, voltemos ao âmbito deste portal. Como nossa prioridade é promover uma melhor compreensão do objetivo da vida, ressaltando o aspecto da reencarnação, não estudamos em profundidade essa questão das células-tronco. Porém, podemos afirmar com convicção que a base teológica está incorreta, pois nenhum espirito humano estaria “dentro” ou ligado ao embrião, e muito menos enquanto o mesmo está congelado. E complementando a sua opinião, acreditamos que os que pretendem opinar sobre os espíritos, deveriam realmente estudar as obras de Kardec, e também outras mais antigas sobre esse tema, veiculadas por instituições esotéricas, como a Ordem Rosacruz –AMORC, Sociedade Teosófica, Antroposófica, etc. Somente assim terão uma visão de conjunto que permitirá transcender sua visão arcaica e cristalizada. Colaborador: Marcelo Budek |