A justiça da reencarnação
Publicado em 17 de abril de 2008.
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Temos visto de várias pessoas que possuem uma religião diferente daquela que professamos, uma postura religiosa diversa da nossa em relação à reencarnação.

Uma das principais teses que defendem, é que não há a referida palavra nas Escrituras.

No entanto, percebemos que falta-lhes a coerência e a prudência.

Atuam movidos pelo fanatismo religioso, que os impede de ver algo que vá de encontro com aquilo que cultuam.

Na Bíblia não há este vocábulo. Para o referido argumento, temos algumas refutações.

Busquemos no restante deste texto, a lógica da reencarnação:

1º - JESUS NÃO DISSE TUDO
João 16,12: “12 Ainda tenho muitas coisas para dizer, mas agora vocês não seriam capazes de suportar.
Assim sendo, podemos deduzir com total segurança daquilo que estamos afirmando, o seguinte fato: mesmo que O Divino Rabi, não tivesse falado coisa alguma a respeito da reencarnação, não quer isto dizer necessariamente, que a mesma não exista. Afinal de contas, o próprio Cristo assevera-nos que não pronunciara-nos tudo. E o mais importante é que ele deixa de fora “muitas coisas”. Quando dizemos “muitas”, estamos nos referindo à maioria. Ao falarmos “poucas”, estamos citando-nos à minoria. Se Ele disse que deixou de mencionar “muitas coisas”, é por que omitiu a maior parte de seus ensinos, ministrando apenas aquilo que seus discípulos podiam compreender.

2º - JESUS FALA DA REENCARNAÇÃO INDIRETAMENTE E A SEMELHANÇA EXISTENTE ENTRE JOÃO BATISTA E ELIAS
Mateus 11,7-15: “7 Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões a respeito de João: «O que é que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8 O que vocês foram ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas aqueles que vestem roupas finas moram em palácios de reis. 9 Então, o que é que vocês foram ver? Um profeta? Eu lhes afirmo que sim: alguém que é mais do que um profeta. 10 É de João que a Escritura diz: ‘Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’. 11 Eu garanto a vocês: de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino do Céu é maior do que ele. 12 Desde os dias de João Batista até agora, o Reino do Céu sofre violência, e são os violentos que procuram tomá-lo. 13 De fato, todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. 14 E se vocês o quiserem aceitar, João é Elias que devia vir. 15 Quem tem ouvidos, ouça.»"
Primeiramente, atentemos para os versículos 9 e 10, desta narrativa do ex-cobrador de impostos.

Ei-los:
Mateus 11,9-10: “9... Eu lhes afirmo que sim: alguém que é mais do que um profeta. 10 É de João que a Escritura diz: ‘Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’.

Nestes dizeres, Jesus refere-se à profecia de Malaquias (Malaquias 3,1). Vejamo-la a seguir:
Malaquias 3,1: “1 Vejam! Estou mandando o meu mensageiro para preparar o caminho à minha frente. De repente, vai chegar ao seu Templo o Senhor que vocês procuram, o mensageiro da Aliança que vocês desejam. Olhem! Ele vem! - diz Javé dos exércitos.

Fica-nos claro que o Divino Rabi, não mencionou esta predição do futuro, feita pelo profeta citado acima, sem que a mesma fosse baseada nas vidas passadas de João Batista.

Atentemos para uma frase, que se encontra nesta citação bíblica, e que passa despercebida por uma grande gama de pessoas.
Mateus 11,12: “12 Desde os dias de João Batista até agora...

Somente se João Batista não tivesse vivido na mesma época que Jesus, esta sentença a qual referimo-nos anteriormente teria sentido. Como o Querido Mestre e seu famoso primo, eram contemporâneos, o versículo que fora narrado logo atrás, poderia ser lido assim: “Desde os dias de Elias até agora ...” . Se ocorresse tal coisa, não haveria contradição alguma neste versículo bíblico, pois notoriamente, Elias, juntamente com o filho de Zacarias e Isabel, possuíam um só Espírito. Situação esta, que é corroborada pelo Messias que nos fala os seguintes dizeres:
Mateus 11,14: “14 E se vocês o quiserem aceitar, João é Elias que devia vir.

Algumas pessoas falam, que Jesus ao dizer esta expressão, estava referindo-se à semelhança havida entre o personagem citado logo acima, como também aquele que costumava batizar os indivíduos de seu período nas águas do rio Jordão. Ou seja: deve-se interpretar este versículo bíblico, como se este afirmasse que “JB” veio com o mesmo espírito corajoso e valente que Elias tinha quando profeta.

Isto é um absurdo!

Não confundamos o vocábulo “um”, que pode ser (um numeral, um artigo indefinido, um adjetivo, um pronome indefinido ou um substantivo masculino), dependendo da situação em que se encontrar, com a palavra “o”, que significa (um artigo definido, um pronome demonstrativo, um pronome pessoal, um adjetivo, um substantivo masculino e outros), conforme o caso que estiver empregado.

Dar-lhes-ei dois exemplos do que estou falando:

1. – A frase: “Nunca mais surgirá “um” Rui Barbosa”. Não é sinônima de “nunca mais surgirá “o” Rui Barbosa”.

2. – “O Ronaldinho Gaúcho é “um” verdadeiro Pelé”. Não é igual à sentença: “O Ronaldinho Gaúcho é “o” verdadeiro Pelé”.
Portanto, não temos dúvida em afirmar com toda a certeza, de que, de fato João Batista era mesmo a reencarnação do profeta Elias. Situação esta, que nos é narrada na própria Bíblia logo adiante:
Mateus 11,10: “10 É de João que a Escritura diz: ‘Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’.” – [Jesus referindo-se à profecia contida em Malaquias 3,1]
Repetiremo-la a seguir:
Malaquias 3,1: “Malaquias 3,1: “1 Vejam! Estou mandando o meu mensageiro para preparar o caminho à minha frente. De repente, vai chegar ao seu Templo o Senhor que vocês procuram, o mensageiro da Aliança que vocês desejam. Olhem! Ele vem! - diz Javé dos exércitos.

Respeitando o livre-arbítrio de cada um, o Cristo continua a mesma dizendo-nos:

Mateus 11,15: “15 Quem tem ouvidos, ouça.
Em outros termos:
Acredite quem quiser e puder.

3º - PERGUNTA DE JESUS AOS SEUS APÓSTULOS
Mateus 16,13-14; e Lucas 9,19: “13 Jesus chegou à região de Cesaréia de Filipe, e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» 14 Eles responderam: «Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias, ou algum dos profetas.»"
Fica evidente que a maioria do povo daquela época, acreditava numa vida posterior à morte do corpo físico. Sendo que o Cristo, possuía o seu próprio invólucro, a ressurreição pelo envoltório corporal, não seria possível. Como o Aramaico, o qual era o idioma que o Mestre Nazareno se comunicava, tinha grandes limitações no seu vocabulário, afirmamos: tendo tudo isto em vista, podemos concluir com total convicção, que na passagem bíblica acima, os discípulos do Amado Rabi, referiam-se à reencarnação e não a qualquer outra coisa.

4º - APÓS A TRANSFIGURAÇÃO, JESUS FALA SOBRE A REENCARNAÇÃO AOS SEUS DISCÍPULOS
Mateus 17,10-13: “10 Os discípulos de Jesus lhe perguntaram: «O que querem dizer os doutores da Lei, quando falam que Elias deve vir antes?» 11 Jesus respondeu: «Elias vem para colocar tudo em ordem. 12 Mas eu digo a vocês: Elias já veio, e eles não o reconheceram. Fizeram com ele tudo o que quiseram. E o Filho do Homem será maltratado por eles do mesmo modo.» 13 Então os discípulos compreenderam que Jesus falava de João Batista.

Nos versículos 12 e 13 desta passagem bíblica que fora citada logo acima, a nosso ver, encontra-se alguns dos versetos que falam mais claramente a respeito da reencarnação, pelo fato de que, tanto o próprio Cristo, quanto os seus discípulos confirmam a realidade da pluralidade das existências.

Vejamos estes a seguir:

Mateus 17,12-13: “12 Mas eu digo a vocês: Elias já veio, e eles não o reconheceram. Fizeram com ele tudo o que quiseram. E o Filho do Homem será maltratado por eles do mesmo modo.» 13 Então os discípulos compreenderam que Jesus falava de João Batista.
Repetimos: não devemos confundir as palavras “um” e “o”.

5º - DÚVIDA DE HERODES QUANTO A QUEM REALMENTE ERA JESUS
Marcos 6,14-16 e Lucas 9,7-9: “14 O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome tinha-se tornado famoso. Alguns diziam: «João Batista ressuscitou dos mortos. É por isso que os poderes agem nesse homem.» 15 Outros diziam: «É Elias.» Outros diziam ainda: «É um profeta como os profetas antigos.» 16 Ouvindo essas coisas, Herodes disse: «Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!»"

Fica-nos claro nos versículos 14 e 15 desta citação bíblica, onde está escrito: «João Batista ressuscitou dos mortos. É por isso que os poderes agem nesse homem.» Outros diziam: «É Elias.» Outros diziam ainda: «É um profeta como os profetas antigos.»

Esta frase, é nitidamente usada como se os sujeitos mencionados, tivessem reencarnado no corpo do Divino Mestre. Desta forma, mais uma vez, a Bíblia mostra-nos, (mesmo que veladamente), o porque da convicção que os Espíritas têm nas vidas sucessivas.

6º - DIÁLOGO DE JESUS COM NICODEMOS
João 3,1-12: “Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodemos, senador dos judeus - que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: "Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele. Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo." Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?” Retorquiu-lhe Jesus: "Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. - O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. - O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito." Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?" - Jesus lhe observou: "Pois quê! és mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?".
É certo, que somente o Espírito nasce de novo.

Disse-nos Jesus:

João 3,6: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.

O corpo físico, é como se fosse, apenas uma vestimenta do espírito, não possuindo os mesmos atributos que o referido.
“A idéia de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na Terra se nos depara em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente nas acima reproduzidas, como em: (Mateus 11,7-15), (Mateus 16,13-14 e Lucas 9,19), (Mateus 17,10-13) e (Marcos 6,14-16 e Lucas 9,7-9). Se fosse errônea essa crença, Jesus não houvera deixado de a combater, como combateu tantas outras. Longe disso, ele a sanciona com toda a sua autoridade e a põe por princípio e como condição necessária, quando diz: "Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo." E insiste, acrescentando: “Não te admires de que eu te haja dito ser preciso nasças de novo”. – (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 4, item 6.) Grifos Nossos.

Estas palavras: “Se um homem não renasce da água e do Espírito”, foram interpretadas no sentido da regeneração pela água do batismo. O texto primitivo, porém, rezava simplesmente: “não renasce da água e do Espírito”, ao passo que nalgumas traduções as palavras “do Espírito” foram substituídas pelas seguintes: “do Santo Espírito”, o que já não corresponde ao mesmo pensamento. Esse ponto capital ressalta dos primeiros comentários a que os Evangelhos deram lugar, como se comprovará um dia, sem equívoco possível.” – (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 4, item 7.) Grifos Nossos.

"Para se apanhar o verdadeiro sentido dessas palavras, cumpre também se atente na significação do termo água que ali não fora empregado na acepção que lhe é própria.
Muito imperfeitos eram os conhecimentos dos antigos sobre as ciências físicas. Eles acreditavam que a Terra saíra das águas e, por isso, consideravam a água como elemento gerador absoluto. Assim é que na Gênese se lê: "O Espírito de Deus era levado sobre as águas; flutuava sobre as águas; - Que o firmamento seja feito no meio das águas; - Que as águas que estão debaixo do céu se reúnam em um só lugar e que apareça o elemento árido; - Que as águas produzam animais vivos que nadem na água e pássaros que voem sobre a terra e sob o firmamento."

Segundo essa crença, a água se tornara o símbolo da natureza material, como o Espírito era o da natureza inteligente. Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito", significam pois: "Se o homem não renasce com seu corpo e sua alma." E nesse sentido que a principio as compreenderam.

Tal interpretação se justifica, aliás, por estas outras palavras: “O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito.” Jesus estabelece aí uma distinção positiva entre o Espírito e o corpo. ”O que é nascido da carne é carne indica claramente que só o corpo procede do corpo e que o Espírito independe deste”. – (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 4, item 8.) Grifos Nossos.

Muitas pessoas, levantam a suposição de que a palavra água, que aqui é citada, diz respeito ao batismo.
Esta hipótese, não procede de maneira alguma, pelo fato de que:

1) - A prática ritualista da época, era a circuncisão, não porém o batismo.
2) – Quanto ao último, este fôra criado por João Batista, e nem todos os judeus seguiram o mencionado ritual.
3) - Nicodemos era um dos principais fariseus, letrado no que diz respeito a lei de Moisés e os ensinos farisáicos, (consequentemente deveria ser circuncidado), senador dos judeus, membro do Sinédrio e bem provavelmente, qualquer assunto relacionado ao batismo, não lhe interessaria.
O Espírito sopra onde quer; ouves-lhe a voz, mas não sabes nem donde ele vem, nem para onde vai:” pode-se entender que se trata do Espírito de Deus, que dá vida a quem ele quer, ou da alma do homem. Nesta última acepção - “não sabes donde ele vem, nem para onde vai” - significa que ninguém sabe o que foi, nem o que será o Espírito. Se o Espírito, ou alma, fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, saber-se-ia donde ele veio, pois que se lhe conheceria o começo. Como quer que seja, essa passagem consagra o princípio da preexistência da alma e, por conseguinte, o da pluralidade das existências.” – (O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 4, item 9.) Grifos Nossos.

Vimos, que a palavra RESSURREIÇÃO, encontrada no Livro Sagrado, pode muito bem ser interpretada como se fosse REENCARNAÇÃO. Desta forma, asseveramos que: para aquele que tem, uma compreensão mais abrangente da Bíblia, o fato de não haver nesta o termo que é igual à “reencarnação”, não quer dizer (como vimos acima), que a mesma não seja uma realidade.

Fatos bíblicos serão apresentados neste estudo, a fim de que todos vejam que em alguns casos, a palavra ressurreição, pode ser entendida como reencarnação.

Analisemos estes, para que não haja a menor dúvida daquilo que estamos afirmando:

FATO 1
Como as vidas sucessivas, estão diretamente relacionadas com a lei de Causa e Efeito, mostrar-lhes-ei, o que ocorreu com os profetas de Baal, que Elias matara, como posteriormente a João Batista.

Observemos atentamente a estes acontecimentos:

1 Reis 18,40: “40 Então Elias disse a eles: «Agarrem os profetas de Baal. Não deixem escapar nenhum». E eles os agarraram. Elias fez os profetas de Baal descer até o riacho Quison, e aí os degolou.
Muitos anos depois, o Espírito de João Batista, que anteriormente fora Elias, da mesma forma que este mandara matar os profetas de Baal, morrera degolado.
Vejamos como foi:

Mateus 14,6-10: “6 Quando chegou o aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou a Herodes. 7 Então Herodes prometeu com juramento que lhe daria tudo o que ela pedisse. 8 Pressionada pela mãe, ela disse: «Dê-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista.» 9 O rei ficou triste, mas por causa do juramento na frente dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela, 10 e mandou cortar a cabeça de João na prisão.

Reparemos como o tipo de morte, do primo de Jesus e dos profetas de Baal, são semelhantes.
Observemos adiante, que em algumas passagens, a lei descrita acima, é sancionada pelas Escrituras:

Jó 4,8: “8 Pelo que eu sei, os que cultivam injustiça e semeiam miséria, são esses que as colhem.

Mateus 7,1-2: “1 «Não julguem, e vocês não serão julgados. 2 De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com que vocês medirem.

Mateus 26,52: ”52 Jesus, porém, lhe disse: ‘Guarde a espada na bainha. Pois todos os que usam a espada, pela espada morrerão.

João 8,34: “34 Jesus respondeu: ‘Eu garanto a vocês: quem comete o pecado, é escravo do pecado.’”

Gálatas 6,7: ”7 Não se iludam, pois com Deus não se brinca: cada um colherá aquilo que tiver semeado.

Popularmente diz-se:

"Quem planta colhe”!

FATO 2
No livro de Hebreus, encontra-se um dos mais usados versículos bíblicos, para contestar-se as vidas futuras que temos, o qual transcreveremos logo posteriormente:
Hebreus 9,27: “27 E dado que os homens morrem uma só vez e depois disso vem o julgamento

É deveras esquisito, mencionar-se o texto de um autor desconhecido, para contradizer Jesus.
Esta ordem é completamente incoerente, pois, Lázaro, o filho da viúva de Naim e a filha de Jairo, ressuscitaram, para mais tarde, morrerem a segunda vez. Quantos julgamentos eles tiveram? Será que foram condenados no primeiro, e absolvidos no segundo? Enfim, como isto se deu? E nós, porque não seremos ressuscitados também? Não somos igualmente, em relação aos personagens acima, “filhos de Deus”? O que eles têm melhor do que a gente? Somente por viverem no mesmo período que Cristo, não os capacita a obterem um privilégio do Criador.
E o que podemos dizer sobre o sabido julgamento do fim dos tempos, o qual segundo alguns nós teremos? Tendo tudo isto em vista, perguntar-lhe-eis: quantos julgamentos nos acontecerão? Um, dois ou mais?

FATO 3
Vejamos também, outros versículos que são muito usados para contestar a reencarnação, Juntamente com a já mencionada passagem do livro de Hebreus. Os versículos bíblicos os quais encontram-se em (Mateus 22,32), (Marcos 12,27) e (Lucas 20,38), mostram-nos basicamente, que “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos.

Esclareceremos aqueles que pensam, que Deus é somente de alguns e não de todos.

Afirmo-lhes que: “unicamente devemos considerar, a morte da consciência”. Ou seja: quando esta encontra-se na estrada do mal, podemos dizer que está morta. Se não há bom senso, se maltratamos a nós mesmos e ao nosso próximo, se enveredamos pelos desvarios do crime, não estaremos agradando ao Criador, acontecimento este, que nos é mostrado em (Provérbios 12,2), que nos faz ver o descontentamento de Deus, perante as intenções perversas que tivermos. O Nosso Pai Maior, criou-nos para que trilhássemos sempre o caminho do bem. Este conhecimento, é-nos transmitido em (Efésios 2,10).
O apóstolo João ensina-nos que o espírito é que vive, a carne não é aproveitável (João 6,63). De acordo com os dizeres deste discípulo do Mestre, poderemos concluir que somos imortais. Somente o corpo é que perece; quanto ao Espírito que temos, este é eterno.

Portanto digo-lhes que somente nos caminhos do mal, é que vemos as sombras, as quais impedem que admiremos a gloriosa vida que possuímos.

Jamais esqueçamo-nos que o Criador, é Deus dos vivos imortais. E finalmente em Lucas 20,38, Jesus esclarece-nos a este respeito, dizendo-nos que o Criador não faz distinção entre seres materiais e imateriais, afinal de contas, são todos seus filhos independentemente da condição em que encontram-se. Vejamo-lo a seguir:

Lucas 20,38: “38 Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, pois todos vivem para ele.
É necessário que observemos o texto acima, antes de formularmos qualquer resposta à uma das indagações anteriores.

FATO 4
Diversos indivíduos dizem-nos, que a nossa SALVAÇÃO, encontra-se na FÉ que possuímos; outros, na GRAÇA que adquirimos; vários porém, falam-nos que a mesma poder-se-á ser obtida no EVANGELHO; mas, a maioria no entanto, responder-nos-á que esta apenas estará ao nosso alcance, através de JESUS CRISTO. Entretanto, poucos afirmarão (cobertos de razão), que A NOSSA SALVAÇÃO, SOMENTE PODERÁ SER CONSEGUIDA, POR INTERMÉDIO DE NOSSAS OBRAS; e lembrar-nos-ão a conhecida passagem bíblica:
Mateus 16,27: “... a cada um segundo as suas obras.

O que é corroborado na segunda epístola que Paulo enviou aos coríntios. Observemos a seguir, o versículo bíblico que diz isto:
2 Coríntios 5,10: “10 De fato, todos deveremos comparecer diante do tribunal de Cristo, a fim de que cada um receba a recompensa daquilo que tiver feito durante a sua vida no corpo, tanto para o bem, como para o mal.
Contar-lhes-ei uma historieta, a fim de ilustrar-lhes o que disse:
Um determinado rapaz, perguntou ao líder religioso do local onde freqüentava:
- Agora que o meu pai morreu, o Sr. saberia me responder, se o referido irá para o céu ou para o inferno? – E continuou:
- Ele acreditava muito em Deus e em Jesus Cristo, tinha uma fé inabalável, lia a Bíblia constantemente, mas igualmente, era do conhecimento de todos, que o meu progenitor vivia em uma penitenciária pelos diversos crimes que cometera, tendo assassinado várias pessoas, roubado a muitos indivíduos e estuprado um grande número de mulheres e crianças
”.

Caros leitores: supondo que vocês estivessem no lugar deste religioso, o que falariam ao rapaz que procurou-lhes? Tendo a ciência de que o homem que morrera acreditava em Deus e em Jesus Cristo, tinha uma fé muito grande, lia assiduamente o Evangelho, mas, também eram sabedores dos atos que o mesmo fizera? O que vocês acham que agradariam mais a Deus?

a) – O perdão pelo arrependimento.
b) – A justiça de seus atos praticados.
Tenho certeza de que a alternativa “b”, seria a opção escolhida pelo Criador.

FATO 5
E o arrebatamento de Elias ao céu, feito por Deus (2 Reis 2,11), como pode ser explicado, segundo a passagem bíblica que mostra-nos (Hebreus 9,27)?

FATO 6
A hipótese da existência da reencarnação estar ou não na Bíblia, é-nos confirmada por um relato do anjo Gabriel, o qual está situado nas Escrituras, mais especificamente em Lucas, e que veremos a seguir:

Lucas 1,13-19: “13 Mas o anjo disse: «Não tenha medo, Zacarias! Deus ouviu o seu pedido, e a sua esposa Isabel vai ter um filho, e você lhe dará o nome de João. 14 Você ficará alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, 15 porque ele vai ser grande diante do Senhor. Ele não beberá vinho, nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará cheio do Espírito Santo. 16 Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. 17 Caminhará à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto.» 18 Então Zacarias perguntou ao anjo: «Como vou saber se isso é verdade? Sou velho, e minha mulher é de idade avançada.» 19 O anjo respondeu: «Eu sou Gabriel. Estou sempre na presença de Deus, e ele me mandou dar esta boa notícia para você."

FATO 7
No livro de Apocalipse o qual é considerado profético, igualmente notamos a existência da reencarnação; observemos isto a seguir:

Apocalipse 20,4: “4 Vi então tronos, e os que se sentaram nos tronos receberam o poder de julgar. Vi também as vidas daqueles que foram decapitados por causa do Testemunho e da Palavra de Deus. Vi também as vidas daqueles que não tinham adorado a Besta, nem a imagem dela, nem tinham recebido na fronte ou na mão a marca da Besta. Eles voltaram a viver e reinaram com Cristo durante mil anos.

Se está escrito "vi também as vidas", e não "vi também a vida", é porque é mais de uma, ou seja, são vidas múltiplas, que é igual à reencarnação.

Podemos acrescentar também que se "eles voltaram a viver", como diz-nos a frase bíblica, isso significa que reencarnaram.
Para aqueles que não entenderam, explicaremos: quando falamos que uma pessoa está "cheia de vida", esta "vida" que nos referimos, é a do corpo físico, não a do espírito.

Encontraremos um outro exemplo disso que acabamos de elucidar, o qual está no próprio versículo, quando encontramos os dizeres: "eles voltaram à vida." Aproveitaremos esta sentença, pois, neste caso, sempre se considerou a vida física e não a espiritual; além de tudo, este período dá-nos uma noção clara da pluralidade das existências. Voltando ao princípio deste passo, afirmamos que se em Ap 20,4, fala-se em "vidas" (mais de uma), uma pessoa encarnou e reencarnou várias vezes, por muitas vidas.

Mais uma vez a Bíblia fala-nos veladamente sobre a reencarnação.

Tendo tudo isto em vista, não resta-nos a menor sombra de dúvidas, que: a pluralidade das existências, é uma realidade entre nós e encontra-se sim nas Escrituras.

Falando igual ao Mestre Nazareno, dizemos:
Quem tem ouvidos, ouça.” - (Mateus 11,15)
Se a reencarnação não existisse, seríamos forçados a reconhecer um Deus injusto, sendo que o mesmo, não age com igualdade ao criar os espíritos, pois a alguns dá a riqueza, a inteligência, a saúde, a beleza e a outros, a pobreza, o pouco esclarecimento, doenças congênitas, a feiúra e etc. Bem, pararemos por aqui, afinal de contas, esta lista de virtudes e defeitos, seria enorme. Mesmo com isto tudo, ainda sim, muitos teimam em afirmar ser Deus plenamente justo. Perguntamos então: Que Justiça e Bondade Divinas seriam estas?
Como poderiam ser explicados todos estes fatos, a não ser pela Dádiva de Deus, que nos permita reencarnemos?
Diversos líderes religiosos, elucidam os fiéis de suas igrejas, falando a estes que: o motivo deste acontecimento, deve-se por um mistério de Deus, e estes são insondáveis.

Não aceitamos este argumento ou qualquer um outro semelhante, pois ele é totalmente ilógico. O mesmo prossegue colocando o Todo Poderoso, como sendo um ser injusto, e isto é inadmissível para nós.

Por termos uma maneira lógica de raciocinar, acreditamos que a REENCARNAÇÃO, é uma lei natural de Deus, e não simplesmente uma teoria religiosa, como pensam alguns.

Quanto ao Inferno e às penas eternas, cremos que vão de encontro com a Bondade e Justiça Divinas. E o Cristo, em resposta ao apóstolo Pedro, transmiti-nos o ensinamento de que devemos perdoar ao nosso irmão não até sete, mas até setenta vezes sete, (Mateus 18,21-22), ou seja: perdoar indefinidamente. Não seria insensato, tratando-se de um Castigo Eterno, que Jesus recomendasse-nos algo que apenas tivesse validade para os homens, e não para Deus? Que Justiça e Bondade Divinas seriam estas?

De acordo com aquilo o que diversas pessoas ensinam, o ser humano, é mais justo que Deus. Vejamos isto a seguir:
Como já dissemos anteriormente, imaginemos que um indivíduo passe a vida inteira no crime. Pouco tempo antes de morrer se arrependa de tudo; aí segundo pensam, vai para o céu. De que adiantaria vivermos uma vida inteira praticando bons valores, se a nossa recompensa é igual àquela que (com os seus atos), desagradou o Criador? Que Justiça e Bondade Divinas seriam estas?

Apreciar-me-ia saber, se é justo ganharmos um castigo eterno pelos equívocos que cometemos em apenas uma existência, e que são poucos anos, considerando que o nosso Espírito ou Alma são imortais? Que Justiça e Bondade Divinas seriam estas?
Lembremo-nos que: o tratamento do ser humano para com um criminoso, é mais justo (segundo alguns), que o do Criador, pois o primeiro, coloca-o na prisão por uma determinada temporada, a fim de que este possa cumprir a sua pena, para depois disto, retornar ao convívio com a sociedade. Vale salientar, que qualquer cidadão brasileiro, não pode ficar mais que 30 anos recluso em um estabelecimento correcional. Enquanto o Pai Supremo, condenaria os seus filhos a um castigo eterno. Que Justiça e Bondade Divinas seriam estas?

Se nós ainda crermos na existência do inferno, estaremos indiretamente, afirmando que o homem é mais misericordioso que a Divindade. Afinal de contas, o ser humano, (de alguma maneira), preocupa-se com a liberdade de seu semelhante. Observemos: 1) - Na maioria dos países a pena de morte e a prisão perpétua não existem mais. 2) – Abrandamento do veredcto em um sexto do total do mesmo, por bom comportamento, do presidiário em relação ao cumprimento da sentença atribuída pelo juiz que a decretou. Deus, condenando aos seus filhos a uma escuridão perpétua, estaria preocupando-se com estes? Que Justiça e Bondade Divinas seriam estas?

Se perguntássemos a uma devotada mãe, se a mesma sentir-se-ia feliz no Céu, sabendo que o seu filho amado estivesse no inferno sofrendo eternamente, o que ela diria? A resposta a esta questão, “seria um categórico não!” Mais uma vez indagamos: Que Justiça e Bondade Divinas seriam estas?
Pensamos que Jesus Cristo, no célebre Sermão da Montanha, ao dizer as palavras que aqui serão reproduzidas, estava falando-nos da própria Vontade de Nosso Pai Maior. Vejam se este raciocínio condiz com a situação apresentada:
Mateus 5,18.25-26: “18 Eu garanto a vocês: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem sequer uma letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo aconteça. 25 Se alguém fez alguma acusação contra você, procure logo entrar em acordo com ele, enquanto estão a caminho do tribunal; senão o acusador entregará você ao juiz, o juiz o entregará ao guarda, e você irá para a prisão. 26 Eu garanto: daí você não sairá, enquanto não pagar até o último centavo.

Dentre muitas coisas que o Sublime Nazareno ensina-nos na Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15,11-32), uma das lições principais que é-nos mostrada, é o perdão. Recordando-a, veremos que Deus, cujo é representado pelo pai, recebe o seu filho (o qual significa a humanidade), de braços abertos, apesar de tudo que este havia feito. Podemos notar que não aconteceu qualquer tipo de castigo ao recém chegado. Pelo contrário, o progenitor dá-lhe o anel da família, restituindo-lhe todos os direitos.

Pergunto-lhes: O que condiz mais com a figura do Criador? O perdão das faltas cometidas? Ou o castigo eterno?
Prezados irmãos; O Altíssimo, mostra-nos toda a sua Bondade e Justiça, consequentemente a sua graça, através do momento em que dá-nos uma nova oportunidade de repararmos os erros que cometemos aqui mesmo neste planeta Terra, mas em outra ocasião.

É sabido que: como Espírito que somos, possuímos a eternidade como atributo. Portanto, temos uma só vida, mas várias existências.

Se pensarmos detidamente a respeito deste assunto, concluiremos que somente através das vidas múltiplas, a Misericórdia, Justiça e consequentemente a Bondade Divinas, são exercidas em sua totalidade.

Se dermos ao Altíssimo, o problema da diferença entre os seres, se aliarmos a isto um castigo eterno igual para todas as espécies de erros, juntamente com a incompreensão das falhas humanas, o Criador, não os resolverá com a sua Suprema Bondade e Justiça que lhes são peculiares. Entretanto, se colocarmos aí a reencarnação, estas coisas, serão solucionadas facilmente.
A reencarnação é uma Lei Divina, que independe da vontade humana para cumprir-se.

Não seria justo da parte de Deus, se este penalizasse da mesma forma, tanto aquele que rouba para alimentar-se a si e a sua família, quanto ao que pratica este ato, apenas por uma carência moral. Onde estariam a Bondade e a Justiça Divinas, quando notamos que uma criança sadia, tem muito mais oportunidades em comparação com uma deficiente?

Poderíamos recordar, muitas outras situações análogas. Entretanto, não as mencionaremos, unicamente a fim de que este texto não se torne cansativo e enfadonho para os seus leitores.

É necessário que digamos porém, por maior que seja a desigualdade social, intelectual e moral, que estas serão plenamente resolvidas, mediante à multiplicidade existencial.
Devemos ter a ciência, de que ninguém se salva unicamente pela cruz ou pelo batismo, e sim, exclusivamente através de suas obras praticadas.

Visto tudo isto, a única conclusão a que podemos chegar, é que: a reencarnação, é o maior presente que o Criador pode nos oferecer. Por intermédio das vidas sucessivas, é que Nosso Pai Maior, demonstra-nos toda a sua Soberana Justiça, Grandiosa Bondade, Infinita Sabedoria e seu Incomparável Amor.

Finalizando este estudo, vejamos logo abaixo, o que diz-nos “O Livro dos Espíritos” a respeito da reencarnação:
171. Em que se funda o dogma da reencarnação?
Na justiça de Deus e na revelação, pois incessantemente repetimos: o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles de quem não dependeu o melhorarem-se? Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os egoístas se encontram a iniqüidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão.

"Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Sua justiça, porém, lhes concede realizar, em novas existências, o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova.

"Não obraria Deus com eqüidade, nem de acordo com a Sua bondade, se condenasse para sempre os que talvez hajam encontrado, oriundos do próprio meio onde foram colocados e alheios à vontade que os animava, obstáculos ao seu melhoramento. Se a sorte do homem se fixasse irrevogavelmente depois da morte, não seria uma única a balança em que Deus pesa as ações de todas as criaturas e não haveria imparcialidade no tratamento que a todas dispensa.

"A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam.

"O homem, que tem consciência da sua inferioridade, haure consoladora esperança na doutrina da reencarnação. Se crê na justiça de Deus, não pode contar que venha a achar-se, para sempre, em pé de igualdade com os que mais fizeram do que ele. Sustém-no, porém, e lhe reanima a coragem a idéia de que aquela inferioridade não o deserda eternamente do supremo bem e que, mediante novos esforços, dado lhe será conquistá-lo. Quem é que, ao cabo da sua carreira, não deplora haver tão tarde ganho uma experiência de que já não mais pode tirar proveito? Entretanto, essa experiência tardia não fica perdida; o Espírito a utilizará em nova existência.
(KARDEC, A., O Livro dos Espíritos, FEB, 1944, pp. 121-122).


Nota: Todas as referências bíblicas que se encontram neste texto, foram retiradas da Bíblia Sagrada – Edição Pastoral, site: (www.paulus.com.br/BP/_INDEX.HTM), com exceção de João 3,1-12, que foi copiado da Bíblia de Jerusalém.

Referências bibliográficas:
Bíblia Sagrada – Edição Pastoral, site: (www.paulus.com.br/BP/_INDEX.HTM.)
Bíblia de Jerusalém.
KARDEC, A., O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro, FEB, 1944a.
___________ O Evangelho Segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro, FEB, 1944b.

Autor: Hugo Alvarenga Novaes

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